Em um pronunciamento recente, o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, responsabilizou o deputado estadual e ex-prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, pela não implementação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na capital. A crítica surgiu em um contexto onde o governo estadual é acusado de pretender encerrar o serviço, que é vital para a emergência médica.
Pivetta destacou que o Samu foi criado em 2007 pelo governo federal, sendo um programa destinado à adesão e criação pelas prefeituras. Ele mencionou que, apesar de o serviço ter sido instituído a nível federal, Cuiabá não aderiu à proposta na época, o que teria levado à sua implementação tardia. O governador também lembrou que na gestão do ex-governador Blairo Maggi, houve a decisão de criar o Samu para atender Cuiabá e a Baixada Cuiabana.
"O Samu foi criado em 2007 pelo governo federal. É um programa para os Municípios aderirem e criarem o Samu. Coincidentemente, o nosso prefeito de Cuiabá está aqui, o Galinho, Wilson Santos. A Prefeitura de Cuiabá, não sei por que razão, não aderiu", afirmou Pivetta, enfatizando a responsabilidade do ex-prefeito na situação atual.
Além disso, o governador ressaltou que Mato Grosso é o único estado do Brasil a administrar o Samu, diferentemente do modelo adotado em outras partes do país, onde o serviço é gerido localmente. Pivetta afirmou que o serviço está funcionando e que não há intenção de descontinuá-lo, reconhecendo a importância do Samu na assistência às emergências.
Em sua defesa, Pivetta explicou que houve uma ampliação dos serviços de emergência, com um trabalho conjunto entre o Samu e o Corpo de Bombeiros, que conta com profissionais qualificados, como médicos e enfermeiros, aptos a prestar os primeiros socorros. "Então, o que nós fizemos? A partir daí, nós aumentamos o serviço de socorro, de buscas, de atendimento às emergências com o nosso glorioso Corpo de Bombeiros", concluiu o governador, reafirmando a importância do apoio das duas instituições para o atendimento à população.