O deputado estadual Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, declarou nesta quarta-feira (29) que o Podemos ainda não tomou uma decisão sobre o apoio a um candidato na corrida pelo governo do Estado. Ele destacou que a escolha do partido levará em consideração o contexto político nacional e as propostas apresentadas pelos pré-candidatos.
Russi mencionou que, ao avaliar possíveis alianças, como com Wellington Fagundes, do PL, ou Otaviano Pivetta, do Republicanos, o Podemos tende a seguir a orientação estabelecida em nível federal. "As definições nacionais costumam influenciar diretamente os estados. Quando há alinhamento, o processo local se torna mais simples", afirmou.
O parlamentar ressaltou que o diretório estadual do Podemos deve esperar a consolidação das articulações políticas antes de anunciar qualquer posicionamento. Ele enfatizou que a direção da executiva nacional será crucial para a decisão que será tomada em Mato Grosso. "O que for estabelecido nacionalmente vai servir de referência para nós aqui", disse.
Apesar de ainda não ter uma definição, Russi declarou a intenção do Podemos de dialogar com todos os pré-candidatos ao Palácio Paiaguás antes de tomar uma decisão. O critério central para essa escolha, segundo ele, não será o nome do candidato, mas sim o compromisso com propostas que sejam consideradas estratégicas para o Estado. "Queremos entender quais são os projetos para Mato Grosso e se as nossas prioridades estarão contempladas", afirmou.
Entre os assuntos que devem ser discutidos, o deputado mencionou a reforma tributária e outras pautas econômicas. A ideia é garantir que eventuais alianças sejam baseadas em compromissos claros. "Vamos apresentar nossas demandas e avaliar quem está disposto a incorporá-las", explicou.
Russi também destacou que a escolha do apoio será um processo coletivo, envolvendo a participação de lideranças do partido em todo o Estado. "A decisão não será isolada. Vamos ouvir prefeitos, vereadores e demais representantes para definir o rumo que o Podemos vai seguir", concluiu.