O deputado federal José Medeiros (PL), pré-candidato ao Senado, reagiu às declarações do senador Carlos Fávaro (PSD) durante uma visita à sede do portal, onde participou de entrevistas ao Rdtv Cast e ao site. Fávaro havia negado, em entrevista, ter traído o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), alegando que não foi tratado como prioridade nas eleições de 2018 e 2020. Medeiros, no entanto, criticou essa postura, afirmando que Fávaro, embora não tenha traído Bolsonaro diretamente, utilizou os eleitores bolsonaristas para se beneficiar e, posteriormente, se alinhou à esquerda.
Medeiros, que se considera afilhado político de Bolsonaro, argumentou que a mudança de posicionamento de Fávaro revela uma traição ao eleitor, além de uma traição a si mesmo. Ele ressaltou que Fávaro foi eleito em uma eleição suplementar em 2020 e, em 2022, apoiou o presidente Lula contra Bolsonaro. "Ele fez campanha buscando o voto do bolsonarista, usando o nome do Bolsonaro. Depois, o eleitor vê ele comemorando a tornozeleira do Bolsonaro e, em seguida, simplesmente se bandeando para o lado do Lula", disse Medeiros, enfatizando a gravidade da mudança.
Fávaro, por sua vez, defende que não traiu Bolsonaro, citando o apoio do ex-presidente a projetos de candidatos como a ex-juíza Selma Arruda e a deputada federal Coronel Fernanda, ambos relacionados a eleições passadas. Medeiros, no entanto, vê essa aproximação com a esquerda como um erro fatal para Fávaro, que abandonou suas bandeiras ligadas ao agronegócio e ao eleitor conservador.
Em suas declarações, Medeiros afirmou que a nova postura de Fávaro resultou em uma perda de credibilidade perante os eleitores. Para ele, o senador perdeu a essência que lhe conferia apoio, já que antes defendia os interesses do estado e do agronegócio. "Pelo poder, vendeu os interesses do povo mato-grossense e colocou um boné do Movimento Sem Terra na cabeça", disparou.
Apesar da divisão entre os pré-candidatos da direita ao Senado, Medeiros expressou ceticismo sobre a capacidade de Fávaro de se reeleger com o suporte da esquerda, o que reforça a percepção de um cenário político desafiador para o senador.