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Senador Wellington Fagundes exige clareza sobre projeto do BRT em Cuiabá e Várzea Grande

Em discurso no Plenário, o senador Wellington Fagundes questionou a falta de transparência do governo de Mato Grosso em relação à implantação do BRT nas
Foto: icon-weather

Na quarta-feira, 10 de junho de 2026, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) utilizou o Plenário para exigir mais transparência do governo de Mato Grosso sobre a implementação do sistema de ônibus rápido (BRT) na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande. A expectativa é que o novo sistema comece a operar no final deste mês.

Fagundes destacou que o projeto, que substituiu a iniciativa do veículo leve sobre trilhos (VLT), enfrenta atrasos, elevações nos custos e incertezas em sua execução. O parlamentar levantou questões sobre a possibilidade de contratação de empresas que já atuam no transporte público metropolitano sem a realização de licitações, e pediu que o governo esclarecesse os critérios utilizados para essa decisão.

"Em se tratando de um serviço essencial, financiado com recursos públicos e que afetará milhões de passageiros nos próximos anos, é fundamental que todas as decisões sejam totalmente transparentes. A concorrência pública existe para assegurar igualdade de oportunidades, melhores propostas e, acima de tudo, segurança para os cidadãos", afirmou Fagundes.

O senador também ressaltou que a morosidade na finalização da obra tem impactado os moradores da área metropolitana e que a população merece saber quais critérios foram utilizados para as mudanças no modelo de operação do sistema. "Mato Grosso merece respostas claras. O público tem o direito de entender quem tomou as decisões, quais foram os motivos e quais as vantagens concretas que essa alteração trará aos usuários do transporte coletivo", declarou.

Fagundes enfatizou a importância da transparência no uso de recursos públicos. "O dinheiro público é de todos, a obra é pública e o serviço é público. Portanto, o interesse coletivo deve prevalecer sobre qualquer interesse político, eleitoral ou econômico. Temos isso como expectativa e continuaremos a cobrar", concluiu o senador.

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