O deputado federal Coronel Assis, do PL-MT, expressou sua insatisfação nesta sexta-feira (22) em relação à nova versão da Caderneta da Gestante, divulgada pelo Ministério da Saúde na semana anterior. Assis argumentou que o material promove um "apagamento da figura materna" e avança pautas ideológicas nas políticas públicas voltadas à saúde da mulher.
Em sua crítica, o parlamentar questionou a mudança na terminologia utilizada no documento destinado ao pré-natal, notando a substituição do termo "mãe" por expressões como "pessoas que gestam". "O que deveria ser um guia médico sobre o desenvolvimento do bebê se transformou em outra coisa. A palavra 'mãe' desapareceu, sendo substituída por 'pessoas que gestam'", afirmou.
Assis também comentou sobre as orientações referentes ao aborto legal apresentadas na cartilha, considerando que a comunicação do material é enganosa. Ele destacou que o documento sugere que vítimas de violência sexual podem acessar o procedimento legal no SUS sem a necessidade de apresentar um boletim de ocorrência. O deputado questionou: "Que tipo de governo protege o estuprador e oferece, como solução, a eliminação da criança?".
Durante sua manifestação, o deputado associou as alterações na caderneta à chamada "hegemonia cultural" e criticou a adoção de novas terminologias em documentos oficiais. "Nada disso é improviso ou modernização. É uma estratégia para mudar a linguagem e, assim, transformar a percepção da sociedade sobre valores fundamentais como maternidade, família e proteção à vida", ressaltou.
Coronel Assis também se comprometeu a continuar seu trabalho no Congresso Nacional em prol de pautas conservadoras relacionadas à família e à defesa da vida. "A esquerda apaga a palavra 'mãe', enquanto nós defendemos a vida que começa dentro dela", concluiu o deputado.