O deputado estadual Júlio Campos, ligado ao União Brasil, intensificou a disputa interna ao afirmar que a candidatura de Mauro Mendes ao Senado pode ser comprometida caso ele tente impedir a candidatura do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026.
Durante sua fala, Júlio defendeu a candidatura própria de Jayme ao Palácio Paiaguás e destacou que o grupo político do senador detém a maioria entre os 52 convencionais do União Brasil em Mato Grosso, com 35 integrantes alinhados ao seu projeto. Essa vantagem, segundo o deputado, pode influenciar diretamente as decisões durante a convenção que definirá os candidatos da sigla.
Júlio Campos enfatizou a importância da convenção partidária, afirmando que a homologação das candidaturas dependerá do apoio do grupo que defende Jayme. Ele alertou que se Mauro Mendes continuar a dificultar a candidatura do senador, poderá não ser apoiado para sua própria candidatura ao Senado pelo União Brasil. "Nós vamos derrotá-lo na convenção", afirmou.
O deputado também se mostrou mais incisivo ao abordar a situação interna do partido, mencionando que a falta de uma maioria no diretório pode complicar a situação de Mendes. "Na União Brasil, ele vai ter pau na nuca dele", declarou, sugerindo que a disputa interna não seria a melhor alternativa, mas que uma reação seria inevitável se o projeto de Jayme fosse ameaçado.
Júlio Campos comentou ainda sobre as implicações da federação entre União Brasil e Progressistas, ressaltando que essa união não prejudica a autonomia do partido na escolha de suas candidaturas. Enquanto alguns membros do União defendem a candidatura de Jayme ao governo, outros, liderados pelo Progressistas, tendem a apoiar a pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta.
Por fim, o deputado ressaltou a necessidade de um maior protagonismo do União Brasil nas decisões da federação em Mato Grosso, argumentando que a legenda possui uma estrutura política robusta, com um número significativo de prefeitos, vereadores e parlamentares. "Cabe a nós, no União Brasil, comandar a federação aqui em Mato Grosso", concluiu.