RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Desembargador e deputado são investigados por esquema de venda de sentenças na Justiça

A Polícia Federal identificou movimentações de R$ 3,2 milhões em um esquema de venda de sentenças envolvendo um desembargador, um deputado estadual e um advogado.
Foto: icon-weather

A Polícia Federal deflagrou a Operação Gemini, um desdobramento da Operação Sisamnes, na qual foi revelado um esquema de venda de sentenças que envolvia o desembargador do Tribunal de Justiça Dirceu dos Santos, o deputado estadual Faissal Calil e um advogado. A investigação identificou movimentações financeiras que ultrapassam R$ 3,2 milhões em depósitos e saques relacionados a esse esquema, descoberto na manhã de segunda-feira, 8 de junho de 2026.

De acordo com as investigações, os repasses sem justificativa eram oriundos de empresas do agronegócio que estavam em disputas de terras no Tribunal. A apuração teve início a partir de dados extraídos de celulares, relatórios de inteligência financeira e troca de informações com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), permitindo desvendar um complexo esquema de intermediação patrimonial e financeira liderado por Dirceu.

Dirceu dos Santos possui um patrimônio avaliado em mais de R$ 16 milhões, um valor considerado incompatível com seus rendimentos como magistrado. Ele está afastado de suas funções desde março, por determinação do CNJ, em decorrência das investigações que envolvem seu nome.

Faissal Calil, um dos alvos da operação, é considerado homem de confiança de Dirceu. O deputado trabalhou no gabinete do desembargador entre 2017 e 2018, período em que também foi eleito para seu cargo atual. A Operação Gemini resulta de um aprofundamento nas investigações que já haviam afastado outros desembargadores, como Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, além do juiz Ivan Lúcio Amarante, que também foram alvo de ações da Polícia Federal.

O esquema de venda de sentenças veio à tona após o assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em Cuiabá no ano de 2023. Mensagens e arquivos encontrados no celular de Zampieri revelaram detalhes sobre as negociações de decisões judiciais, levando à intensificação das investigações e à deflagração da Operação Gemini.

Veja também

MDB não deve conquistar vagas na Câmara Federal em 2026

Com a perda de dois parlamentares para outras siglas, a situação do MDB se complica para as eleições...

Beatificação de Nazareno Lanciotti destaca Mato Grosso no cenário católico

Neste domingo, 14 de junho de 2026, o Papa celebrou a beatificação de Nazareno Lanciotti, sacerdote que se...

Senador Wellington Fagundes exige clareza sobre projeto do BRT em Cuiabá e Várzea Grande

Em discurso no Plenário, o senador Wellington Fagundes questionou a falta de transparência do governo de Mato Grosso...