O deputado estadual Júlio Campos (União) destacou a idade avançada da rede de distribuição de água de Várzea Grande como um dos fatores que contribuem para os problemas históricos no abastecimento do município. Em entrevista ao programa Roda de Entrevista, da TV Mais, o parlamentar mencionou que trechos da tubulação instalada na região central datam da década de 1950, época em que seu pai, Júlio Campos, foi prefeito da cidade.
De acordo com o deputado, a infraestrutura de água foi projetada para uma população muito menor do que a atual, o que resultou em um sistema insuficiente diante da expansão urbana vivenciada nas últimas décadas. Ele comentou que novos bairros surgiram em diversas áreas de Várzea Grande, aumentando a demanda por abastecimento, enquanto a modernização da rede de tubulações não foi realizada na mesma proporção.
Júlio Campos ressaltou que o principal desafio atual não reside na produção de água tratada, mas na capacidade de distribuição. Ele afirmou que a estrutura existente apresenta limitações significativas, o que dificulta o fornecimento regular de água para vários bairros da cidade. Apesar dos investimentos feitos por administrações passadas na ampliação das estações de tratamento de água, a renovação da rede de tubulações não recebeu a mesma atenção financeira.
Para o deputado, a modernização completa do sistema de abastecimento exigiria investimentos bilionários. Diante desse cenário, ele apoiou a proposta da prefeita Flávia Moretti para conceder os serviços do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) à iniciativa privada. Essa participação do setor privado, , seria uma alternativa viável para garantir os recursos necessários para substituir a rede antiga e ampliar a capacidade de distribuição de água no município.