Na última quarta-feira (15), o secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, apresentou à Câmara Municipal de Cuiabá as características de um empréstimo que promete gerar uma economia de R$ 48,78 milhões em comparação a operações anteriores. O custo total estimado em 2019 era de R$ 252 milhões, enquanto a nova modelagem reduz esse valor para aproximadamente R$ 203 milhões, mesmo com um montante financiado similar.
A apresentação ocorreu no gabinete da presidência da Câmara, sob a direção da presidente Paula Calil, e contou com a presença de vários vereadores. Bussiki destacou que o Banco Santander foi escolhido como o vencedor do processo, que SE destacou pela competitividade. O financiamento proposto é de R$ 111,6 milhões, com um prazo de pagamento de dez anos e 12 meses de carência, a uma taxa de CDI + 0,86% ao ano, a menor registrada no Brasil para esse tipo de operação até 2026.
A equipe econômica atribui a essa taxa reduzida à adesão de Cuiabá ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), que proporciona o aval da União, diminuindo o risco para os bancos e permitindo juros mais baixos. Durante a apresentação, Bussiki comparou essa proposta com tentativas anteriores. Em 2024, uma operação foi aprovada, mas revogada devido a uma taxa de CDI + 7% ao ano, cerca de 88% superior à atual.
Além disso, em 2019, o município contratou crédito a uma taxa de CDI + 5,40%. Essa diferença, , demonstra um “salto de qualidade fiscal” em relação à gestão atual. O secretário também mencionou a transparência do processo, no qual cinco instituições financeiras foram consultadas e três rodadas de negociação ocorreram. O Santander apresentou as melhores propostas em todas as etapas, superando concorrentes como Caixa e Banco do Brasil.
A gestão municipal argumenta que o empréstimo é uma consequência do ajuste das contas públicas e não representa um risco fiscal. A administração defende que o equilíbrio alcançado permite acesso a condições mais vantajosas no mercado. Os recursos do empréstimo serão direcionados principalmente para obras de infraestrutura, incluindo o asfaltamento de 19 bairros de Cuiabá, além de investimentos nas áreas de saúde e educação. O projeto agora está sob análise da Câmara Municipal, onde será debatido antes de uma possível aprovação.