No último domingo, 21 de junho de 2026, o deputado estadual Júlio Campos (UB) expressou sua desaprovação em relação à resolução normativa da Ager-MT, que estabelece uma tolerância para atrasos no transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros em Mato Grosso. A nova norma, que permite um atraso de até 15 minutos na saída dos ônibus e até 30 minutos durante o percurso ou na chegada ao destino, foi considerada pelo parlamentar como uma forma de agravar um serviço que já enfrenta diversas críticas por parte dos usuários.
Júlio Campos questionou a justificativa da agência reguladora para a autorização de atrasos, enfatizando que as empresas concessionárias devem respeitar rigorosamente os horários previamente estabelecidos ao assumirem a prestação do serviço. "Não sei por que essa autorização da Ager. Eu acho que está errado você estar autorizando atrasar até 30 minutos. Não tem sentido uma empresa, quando ganha uma concessão de transporte de ônibus, não ter o compromisso com o horário definido", declarou o deputado.
A resolução que gerou controvérsia foi assinada pelo presidente da Ager, Luís Alberto Nespolo, e aprovada pela Diretoria Executiva Colegiada da entidade. A Ager justifica que a medida visa padronizar a fiscalização e estabelecer critérios mais objetivos para a aplicação de penalidades às empresas concessionárias, levando em conta fatores como trânsito, clima e outras situações excepcionais que podem interferir no cumprimento dos horários.
Entretanto, é importante ressaltar que a nova norma não se aplica ao transporte coletivo intermunicipal de característica urbana, que atende o Aglomerado Urbano Cuiabá-Várzea Grande e possui regulamentação própria. A resolução foi publicada no Diário Oficial do Estado em 12 de junho e entrará em vigor 30 dias após a publicação.
A polêmica gerada pela resolução da Ager-MT reflete a insatisfação de usuários do transporte coletivo, que frequentemente enfrentam problemas relacionados à pontualidade e qualidade do serviço. Com a nova regra, a expectativa é que haja um aumento nas reclamações, já que a tolerância para atrasos pode ser vista como uma permissividade para a falta de compromisso das empresas com os horários estabelecidos. É um tema que merece atenção, especialmente em um momento em que a mobilidade urbana se torna cada vez mais crucial para a população.
O debate sobre a qualidade do transporte público em Mato Grosso continua, e a posição de Júlio Campos pode influenciar futuras discussões sobre a regulamentação do setor e a responsabilidade das empresas concessionárias.