RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Bióloga SE declara ‘morta-viva’ durante julgamento por atropelamento de jovens

Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, acusada de atropelar e matar dois estudantes em Cuiabá, expressou sua dor emocional e a sensação de estar 'morta' após
Foto: icon-weather

Durante o julgamento realizado na terça-feira, 23 de junho de 2026, a bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro revelou que se sente como "uma morta-viva" desde o atropelamento que resultou na morte dos estudantes Ramon Alcides Viveiros e Mylena de Lacerda Inocêncio, além de deixar Hya Girotto ferida, em Cuiabá, no mês de dezembro de 2018. "Desde esse dia eu estou morta também. Minha vida acabou", desabafou Rafaela.

A bióloga, que enfrenta um intenso julgamento social após o acidente, expressou sua angústia ao afirmar que é vista como um "monstro" na comunidade. "Quem vai querer se relacionar comigo?", questionou, demonstrando o peso emocional que a situação trouxe para sua vida.

Rafaela negou ter qualquer intenção de provocar o atropelamento e enfatizou que nunca desejou causar mal às vítimas. "Eu não sou um monstro. Nunca tive intenção de fazer mal a ninguém. Eu trabalho com a vida", afirmou, buscando se defender das acusações. Ela também expressou um desejo profundo de poder trocar de lugar com as vítimas, ressaltando que sua própria família foi devastada pelo ocorrido.

Sobre os eventos da noite do acidente, Rafaela relatou que havia consumido quatro cervejas em uma boate, e não se sentia bem, além de estar sem se alimentar há um bom tempo. Após deixar o local às 5h, ela seguiu pela Avenida Isaac Póvoas, onde se deparou com um aglomerado de pessoas, mas insistiu que não viu as vítimas até o impacto. "O sinal estava verde. Eu só senti o impacto das pessoas no carro", explicou.

O atropelamento ocorreu na madrugada de 23 de dezembro de 2018, em frente à boate Valley. Mylena faleceu a caminho do hospital, enquanto Ramon não resistiu e morreu horas após ser internado. Hya Girotto, a única sobrevivente, ficou com sequelas permanentes.

Laudos apresentados durante o processo indicam que Rafaela estava sob efeito de álcool e dirigia em alta velocidade no momento do atropelamento. Após a colisão, informações apontam que ela teria tentado deixar o local, o que foi negado pela bióloga durante o júri. O Ministério Público denunciou Rafaela por dois homicídios dolosos consumados e um homicídio tentado, todos na modalidade de dolo eventual.

Veja também

Governador de MT defende Ferrovia Estadual e critica participação do Governo Federal

Otaviano Pivetta rebateu afirmações do senador Carlos Fávaro sobre a Ferrovia Estadual, negando a colaboração do Governo Lula...

Acidente em Várzea Grande resulta em morte de mulher atropelada na faixa de pedestres

Uma mulher de 64 anos perdeu a vida após ser atropelada na Avenida da Feb, em Várzea Grande....

Movimentação política para reeleição de Paula Calil avança na Câmara de Cuiabá

O vereador Marcus Brito Júnior protocolou um projeto que altera o Regimento Interno, permitindo reeleição na Mesa Diretora....