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Detento denuncia falta de atendimento médico há mais de dois meses na Penitenciária Central

Um detento de 32 anos da Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, relata estar sem atendimento médico desde abril de 2026, enfrentando dores intensas devido
Foto: icon-weather

Um Detento da Penitenciária Central do Estado (PCE), localizada em Cuiabá, apresentou uma denúncia preocupante sobre a ausência de atendimento médico no período de mais de dois meses. O reeducando, identificado como Paulo Henrique Macedo, de 32 anos, relata que sofre com dores intensas decorrentes de uma hérnia e afirma que, apesar de suas solicitações, não recebeu a assistência médica necessária para o tratamento de sua condição.

De acordo com informações contidas nos autos do processo de execução penal, o último atendimento médico documentado foi realizado em 6 de abril de 2026. Desde essa data, Paulo Henrique tem enfrentado um agravamento de seu estado de saúde, o que tem causado sofrimento constante. A situação levanta questões sobre a responsabilidade do Estado em garantir a saúde dos detentos, conforme previsto na Constituição Federal e na Lei de Execução Penal.

Os advogados que representam Paulo Henrique buscaram viabilizar o pagamento de exames e até mesmo de uma cirurgia na rede particular. Contudo, o detento ainda depende do encaminhamento da administração penitenciária para que os procedimentos sejam realizados. Essa dependência gera preocupação sobre a efetividade da assistência médica no sistema prisional.

O caso foi levado à Justiça, onde atualmente está sendo analisado. A administração penitenciária apresentou uma manifestação em resposta a uma intimação judicial, abordando as questões relacionadas à assistência médica prestada ao reeducando. A discussão gira em torno da necessidade de garantir o tratamento adequado para a saúde do detento.

A situação de Paulo Henrique Macedo é um reflexo das dificuldades enfrentadas por muitos detentos que, assim como ele, têm o direito à assistência integral à saúde assegurado por lei. A administração penitenciária tem a responsabilidade de assegurar que esses direitos sejam respeitados durante o cumprimento da pena, evitando que casos como o de Paulo Henrique se tornem recorrentes nas unidades prisionais.

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