Na última segunda-feira, 27 de abril de 2026, Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), fez declarações sobre a gestão do novo Hospital Universitário Júlio Müller, afirmando que a instituição não é vinculada a Cuiabá ou a Santo Antônio de Leverger. O comentário surge em meio a uma disputa territorial entre a prefeita de Santo Antônio, Francieli Magalhães, e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini.
"O Hospital Júlio Müller não é de Cuiabá, não é de Santo Antônio, não é de município nenhum. O Hospital Júlio Müller é um hospital federal, universitário, que vai trabalhar em parceria com o governo do Estado, atendendo os 142 municípios de Mato Grosso", declarou Russi.
O presidente da ALMT também comentou sobre o andamento das obras, que estão sendo realizadas de forma tranquila. Ele mencionou que a Assembleia está elaborando um projeto para definir os limites territoriais da região em colaboração com o Intermat e uma comissão da ALMT, com previsão de apresentação nos próximos dias.
As discussões atuais giram em torno da localização do terreno onde o hospital está sendo construído, com divergências sobre a titularidade da área entre Cuiabá e Santo Antônio de Leverger. A prefeita Francieli Magalhães manifestou sua oposição à perda da área e defende que o território permaneça ligado ao seu município, apresentando também planos para o desenvolvimento turístico e industrial da região.
Para tentar solucionar o impasse, a Assembleia Legislativa articula um projeto que visa redefinir os limites entre os dois municípios, buscando conciliar os interesses locais e evitar possíveis prejuízos administrativos. Russi afirmou que é viável atender tanto Cuiabá quanto Santo Antônio, priorizando sempre a saúde pública e o bem-estar da população mato-grossense.
O novo Hospital Universitário Júlio Müller será administrado pelo governo federal, através da Universidade Federal de Mato Grosso, e será uma unidade de alta complexidade, referência em diversas especialidades. Russi ressaltou que a estrutura terá um atendimento amplo, não se restringindo apenas ao estado de Mato Grosso, mas também a pacientes de outras partes do Brasil. "É porta aberta. Na verdade, não só para Mato Grosso, mas para todo o Brasil. Aqueles que precisarem terão atendimento de qualidade", concluiu.