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Operação Silêncio Comprado resulta em apreensão de mais de R$ 100 mil em hospital de MT

Na manhã de terça-feira, 25 de maio de 2026, a Polícia Civil apreendeu mais de R$ 100 mil durante a Operação Silêncio Comprado, que investiga
Foto: icon-weather

A Polícia Civil deflagrou na manhã de terça-feira, 25 de maio de 2026, a Operação Silêncio Comprado, com o objetivo de investigar um suposto esquema de corrupção ligado à gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, localizado em Campo Novo do Parecis. Durante a operação, foram apreendidos mais de R$ 100 mil em dinheiro na residência de um dos alvos, resultado de um trabalho coordenado pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

No total, foram cumpridas 20 ordens judiciais, que incluíram mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de valores, medidas cautelares, além de quebras de sigilo telefônico e telemático. As ordens judiciais foram emitidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias, com sede no Polo de Tangará da Serra, e executadas em Campo Novo do Parecis, Arenápolis, além das cidades de Barueri e Cotia.

As investigações estão centradas em suspeitas de corrupção, incluindo tentativas de obstrução dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga possíveis irregularidades na administração do Hospital Municipal Euclides Horst. A Polícia Civil identificou indícios de pagamentos por serviços que não teriam sido prestados, emissão de notas fiscais fraudulentas, movimentação irregular de recursos públicos e possível desvio de verbas relacionadas à gestão da unidade hospitalar.

O início da investigação se deu a partir de uma denúncia encaminhada pelo Ministério Público, que relatou uma suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI. Essa Comissão foi instaurada após a morte de uma jovem gestante no município, que enfrentou complicações durante um parto cesáreo, sendo transferida para Cuiabá, onde veio a falecer. O caso levantou questionamentos sobre a estrutura do hospital e a gestão dos contratos da unidade, evidenciando a necessidade de uma apuração detalhada das irregularidades.

A Operação Silêncio Comprado reflete um esforço contínuo das autoridades para combater a corrupção no setor público e assegurar a transparência na gestão dos serviços de saúde. A expectativa é que os desdobramentos desta investigação contribuam para a responsabilização dos envolvidos e a melhoria na administração de instituições essenciais para a população.

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