Gideval Giordano foi condenado a 25 anos de reclusão, em regime fechado, pelo Tribunal do Júri da Comarca de Pontes e Lacerda, a 448 km de Cuiabá, pelo feminicídio de sua companheira, Jéssica Lara Bento. A juíza Djéssica Giseli Küntzer proferiu a sentença nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026.
O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e materialidade do crime, rejeitando a absolvição e acolhendo as qualificadoras de motivo fútil e feminicídio, relacionado à violência doméstica. O crime aconteceu em abril de 2022, após uma discussão entre o casal, quando Gideval, sob efeito de álcool, atacou Jéssica com uma arma branca.
Após ser socorrida, Jéssica não sobreviveu aos ferimentos, falecendo dias depois. Durante a dosimetria da pena, a magistrada levou em conta as circunstâncias desfavoráveis, incluindo os antecedentes criminais do réu e as consequências do ato, que deixou um filho menor.
Além da pena de prisão, Gideval foi condenado a pagar R$ 100 mil em indenização por danos morais ao filho de Jéssica. A juíza determinou também a execução imediata da pena, negando ao condenado o direito de recorrer em liberdade, fundamentando-SE na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a soberania dos veredictos do Tribunal do Júri.