A Polícia Civil concluiu a apuração sobre a instalação de equipamento de escuta clandestina no gabinete da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti. A investigação foi iniciada após a identificação de indícios durante procedimentos internos na administração municipal.
A investigação, que ficou a cargo da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, revelou que os dispositivos apreendidos eram, na verdade, campainhas sem fio utilizadas em residências. De acordo com o laudo pericial, esses aparelhos são projetados para a transmissão de sinais digitais em curto alcance e não possuem componentes que permitam a captação de áudio, imagem ou dados ambientais, além de não apresentarem capacidade significativa de armazenamento.
O delegado Ruy Guilherme Peral da Silva, responsável pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, declarou que as diligências foram encerradas com base nos dados técnicos que indicaram a ausência de características compatíveis com dispositivos de espionagem. Ele afirmou: "Considerando que não há outras informações concretas acerca da suposta prática de atos clandestinos de captação ambiental no gabinete da Prefeitura Municipal de Várzea Grande, as diligências foram encerradas."
Após o arquivamento da investigação, os autos foram enviados à Procuradoria Municipal de Várzea Grande. A apuração teve início após um comunicado feito no dia 20 de março, quando um Guarda Municipal, que atua no comando da Guarda Municipal, relatou a descoberta de supostos dispositivos de captação clandestina durante uma vistoria no gabinete da prefeita.
A conclusão da Polícia Civil encerra um episódio que gerou especulações sobre a segurança e a privacidade no gabinete da administração municipal e reafirma a importância das apurações rigorosas em casos que envolvem suspeitas de irregularidades.